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Texto 4

 Aproveitar o texto escrito para  Eu -Luto Eu queria entender a mente de uma pessoa burra eu tentei entender a sua mente Eu queria ouvir a voz de uma pessoa burra, eu queria a sua voz. Eu queria entender as razões de uma pessoa burra, eu queria entender as suas razões. Eu queria aceitar que as pessoas burras existem, eu queria aceitar você. E como saber que uma pessoa burra é uma pessoa burra? E como saber que uma pessoa burra sabe que é uma pessoa burra? E por que eu deveria me importar com isso? Por isso é bom rir delas, e jogar laranjas e dar pulinhos azuis. E dançar pelado e comer papel e pisar em pedras pontudas. E sentar na tromba de ozônio e fazer cara de malvado e gritar e xingar. Porra! Você é uma vergonha para o jornalismo brasileiro! Porra! Você é uma vergonha! Porra! Você é! Ah, ah, ah, ah! Rrrá, rrrá, rrrá! Brrrrrr!!! Au, au, au – a grávida é uma mulher gorda! Blau, Blau, Blau – eu me se fiz sozinho por mim mesmo! Gru, gru: sou imbrochável! Tenho muito apreço por ...

Texto 3

 Chapéu de palha Seu moço, um chapéu de palha, palha de côco pra sua cabeça, esse sol que não dá trégua essa vida que não se aguenta. As palhas foram trançadas cada fio, o seu caminho, cada buraco, uma volta uma cova, um céu, um vazio. E essa carapaça leve, bem urdida, feita por minhas mão feridas eu lhe ofereço por quase nada uma coisa em troca da nada. Pois se juntei o que a palha espalha e dei forma a algo que não havia será que por isso que é um tanto e pouco um tanto e pouco eu não merecia? Seu moço, um chapéu de palha, seus bolsos, remexa e encontre não é possível que sejam sem fundo a carteira, a palha e minha fome. Aqui na praia, essa ventania não deixa nada em paz, parado Tudo se move e mesmo o mar parece furioso e cansado. Eu vou de barraca em barraca vendendo aquilo que posso e fiz minha pele cada vez mais grossa e escura areia no rosto, suor, sangue, nariz. Mas o chapéu de palha brilha na imensidão branca da praia. De cima, do céu, as cabeças giram no passeio entre as t...

ideias para p'roximos textos

 1- sonho por melhorar, ter grana, ganhar na loterias, achar uma grana, receber uma herança. Vai resolver tudo. o sonho quase sexual, a visualização e posse como um corpo. 2- ideias em 21 de novembro 3- sobre chapéu de palha 4 - sobre mordidas de mosquitos 5- menino na rua saco de pancada  Nao tive ainda tempo para desenvolver. O que me incomodou foi a possibilidade de no lugar de ironizar, mostrar a cura. mas acho que nada se anula. os caras chama os ets, extraterrestres Em algum lugar no espaço extraterrestre deve haver algo melhor prá nós.

segundo texto

TEXTO DOIS   EXÉRCITOS     Pois o bom é a gente estar juntos, todo mundo igual, no mesmo passo, olhando pra frente, com a mesma roupa e uma vontade de chutar o que vier.   E pisar fundo esse chão e ranger os dentes com força e fazer aqueles movimentos com mão que significam alguma coisa e olhar em volta e ver que há uma multidão.   O que leva alguém sair de sua casa e ir pra rua e marchar? O que leva alguém vestir uniforme, botas, bottons e bandeiras ? O que leva alguém ter tanta raiva de tudo que se move e respira?   É porque antes estavam sós, e não eram levados a sério. Então se encantaram e abriram seus olhos e passaram a ver os grandes problemas do mundo.   Há muito tempo as coisas estão fora de lugar e é preciso consertar o que está errado. tudo tem de voltar a ser o que era.   Um dia tudo estava perfeito, do jeito que Deus fez: havia a pátria, a família e a liberdade. E todos eram felizes e tinham dentes.   Então o sol ficou vermelho ...

Inícios

 Hoje, o primeiro tema instrumental, para grupo/coro E primeiro texto. TEXTO UM BOI   Ah boi, meu amado boizinho, tua pele de veludo, meu sofá; teus ossos pontudos, minha sopa, teu rabo cheio de moscas ...     Ah boi, meu boizinho de asas, um abraço de avó, gordo, um desejo imenso de quero mais, teu rabo cheio de moscas...   Eu tenho uma faca afiada, com serras, eu tenho fome de matar, rasgar e mastigar, eu não posso ver meu boizinho lindo, e seu rabo cheio de moscas...   Vamos provar dessa carne, boi de merda, quantos bifes, uma festa, tudo pra panela, e mexe essa colher, e balança essas ancas, engole o caldo que derrete tanta gordura.   Enquanto houver a merda desse boi, enquanto a gente quiser mais o que a gente não tem, enquanto o fogo consumir as carnes e a colher girar, não vai haver sossego, não vai haver sono, não vai haver descanso.   Mete a faca no boi, minha gente, taca a pedra na testa do bicho, comam suas tripas até vomitar virem ao a...

COMEÇO

 Depois de Eu-Luto, e com a campanha presidencial e o orçamento secreto, e a CPI da COVID, uma coisa ficou muito claro: tudo é grana. Ideologias como cortina de fumaça. O poder quer a grana. Então, começamos a convergência de algumas coisas: 1- a pesquisa sobre coro, orquestração e wagner, que foi aplicada em Eu-Luto, com a dissociação de elementos/mídias(canto, instrumental, palavra, imagem), em recitais dramático-musicais. 2- as oficinas de treinamento Huguianas. Penso em seguir com essa modularidades: cenas independentes com diversos agentes envolvidos, reunidos apenas nos ensaios gerais.